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Quem nunca passou pela A Brasileira?

É uma das pastelarias mais reconhecidas de Lisboa. Paragem obrigatória para os turistas. Os locais param a caminho do trabalho em companhia do nosso querido Fernando Pessoa.

O pastel de nata da Brasileira é e sempre foi excecional. Mas a caixa em que vinha? Não dizia nada.

O PROBLEMA DE SER DEMASIADO FAMILIAR

Quando um produto é suficientemente bom, há sempre a tentação de deixar a qualidade falar por si. E durante anos, resultou. A embalagem era funcional. Segurava os pastéis. Fazia o trabalho. Mas “fazer o trabalho” não é o mesmo que criar desejo. A caixa era só mais uma como todas as outras caixas de pastelaria em todos os outros balcões de Lisboa. Pegas, carregas, deitas fora. Sem um momento de “isto é especial“. E isso era um problema, não porque o produto não seja especial, mas porque a embalagem trabalhava ativamente contra ele.

O BRIEFING

O Grupo O Valor do Tempo, nosso cliente, é uma empresa dedicada à valorização de pequenos e grandes negócios portugueses, tinha adquirido recentemente a Brasileira. Apresentou-nos o desafio alinhado com os seus princípios: vamos valorizar o pastel de nata da Brasileira.

Por trás deste briefing havia algo muito estratégico. Não queriam apenas uma caixa mais bonita. Queriam que a experiência de comprar um pastel de nata na Brasileira fosse diferente de comprar em qualquer outro lado. Queriam que a caixa trabalhasse também como um souvenir. Algo memorável e que incorporasse o legado histórico da Brasileira, valorizando um produto tradicional português.

O QUE FIZEMOS

Começámos por perguntar. O que é icônico na Brasileira? A nova embalagem abraça o seu património com o design inspirado na própria fachada centenária. Com a ornamentação característica e o senhor da bica, desenhamos uma embalagem com estes elementos clássicos e identificativos da marca. A nova caixa está assim inserida perfeitamente no equadramento.

O pastel de nata da Brasileira é agora embalado como um produto premium, e não como um commodity, sem mudar um único ingrediente.

O QUE ACONTECEU A SEGUIR

A mudança foi imediata e tangível. A nova embalagem elevou o valor percebido do produto. O preço subiu, mas a experiência passou a justificá-lo. As vendas acompanharam. O mais importante? O packaging tornou-se parte da história que as pessoas contam quando falam da Brasileira. Tornou-se partilhável. Tornou-se algo que vale a pena oferecer e guardar.

Um pastel de nata num packaging bonito já não é apenas um pastel. É uma lembrança, um gesto e uma razão para escolher a Brasileira em vez da pastelaria da esquina.

INSIGHT

Packaging não é decoração. É a primeira conversa que um produto tem com a pessoa que o segura. Se essa conversa diz “sou uma opção”, é exatamente assim que vai ser reconhecido, como só mais um.

Se diz “fui feito com cuidado, e o que está cá dentro também”, a perceção muda completamente. O produto não muda. O valor muda.

New business: [email protected]

Case study: https://dfront.pt/portfolio/a-brasileira/